setembro, 2019

15set9:2014:00Caminhando na Albufeira de S. Domingos9:20 - 14:00 Parque de estacionamento junto ao Paredão da Barragem – Atouguia da BaleiaTipo de Evento:Caminhada

Hora

(Domingo) 9:20 - 14:00

Ponto de Encontro

Parque de estacionamento junto ao Paredão da Barragem – Atouguia da Baleia

Detalhes do Evento

Descrição do Evento

Esta proposta de Caminhada tem início no Parque de estacionamento bem perto do Paredão da Barragem de S. Domingos, na Atouguia da Baleia. Um percurso que reúne a paisagem de uma albufeira, em parte ainda desconhecida de muitos, e que iremos ficar a conhecer bem, através desta caminhada por caminhos rurais, numa zona onde se pode observar como o mundo rural convive paredes meias com a modernidade. No final da caminhada poderemos ainda fazer uma visita pelos pontos mais importantes da freguesia. Mais um evento a não perder!

Um pouco história da Atouguia…

D. Dinis durante o seu reinado fundou em todo o seu reino 44 Vilas, incluindo a Vila de Atouguia. Nelas construiu e reparou os seus castelos. O Castelo de Atouguia já existia desde os primórdios do seu porto de mar, mas cremos que D. Dinis não passou sem lhe introduzir alguns melhoramentos e reparações. Nesse tempo a costa oceânica onde estava inserido o porto de Atouguia, era muito frequentada pelas piratarias Argelinas nomeadamente, e outras que se aventuravam a subir a baía para saquear a nossa população, pela calada da noite. Como símbolo da sua autoridade e da Vila, recentemente por si criada, mandou o rei D. Dinis colocar o primeiro pelourinho em frente da casa da câmara, e da igreja de S. Leonardo, mais ou menos onde hoje se encontra. Também a feira, por ele criada tinha ali a sua feitura, que perdurou lá, até aos princípios do século XVIII; passando então para o largo de Nossa Senhora da Conceição que tinha agora a sua igreja recentemente construída. O seu largo que antes da sua feitura, era parte cultivada, parte baldio e único caminho para a então Vila da Lourinhã é agora local de culto religioso a Nossa Senhora, nos meses de Verão, devido à grande afluência de romeiros vindos das mais longínquas povoações do nosso pais. As trincheiras de pedra calcária igual à da construção da igreja, foram ali colocadas por recomendação expressa da própria rainha Dona Maria Sofia, para evitar que os forasteiros invadissem a frente do templo com seus transportes e cavalgaduras. Nos buracos nelas existentes, eram colocadas varas de madeira, não deixando que o recinto fosse invadido pelos respectivos animais.

Pelourinho

A actual freguesia de Atouguia da Baleia tem a felicidade de contar com um belo exemplar de Pelourinho Manuelino, herança de um passado de autonomia e pujança económica, social e politica. A extinção do Concelho de Atouguia da Baleia em 1836, que transportou para Peniche a sede administrativa da região deixou para trás este marco histórico fundamental.

Este Pelourinho não se limita a existir e agradar esteticamente; situado no seu local original, rodeado pela Igreja de São Leonardo, pela sede da actual Junta de Freguesia e pelo que resta do castelo de Atouguia, ele fala-nos do gosto do séc. XVI que o erigiu ao estilo Manuelino, com base de três degraus, capitel facetado, coluna decorada e coroada em pinha, pelas armas heráldicas dos Condes de Atouguia, das quais já apenas resta memória de terem sido picadas após a tentativa de assassinato de D. José em 1758. De facto trata-se de um eloquente testemunho da importância desta estrutura arquitectónica e do seu valor simbólico do poder dos Ataídes, que o Marquês de Pombal pretendeu eliminar mandando picar todas as suas representações heráldicas, e apagando com a maior eficácia essa memória do nosso Pelourinho.

O Touril da Atouguia da Baleia

São efectivamente fiáveis e verídicos os documentos e testemunhos históricos que inadvertidamente nos dão conta da existência e função do Touril de Atouguia da Baleia pelo menos em dois momentos: 1770 e 1775.

Numa escritura de aforamento de umas casas da Igreja de Nossa Senhora a Gerardo de Faria Gama e sua mulher, em 21 de Julho de 1775, constam como cláusulas que este inquilino pagaria anualmente à Igreja, 1600 reis e uma galinha. Outra cláusula constante na escritura refere que “não devem os ditos foreiros levantar casa no Touril ou curral e terão obrigação de o dar pronto todas as vezes que for necessário à dita Igreja para o seu curro se correrem touros, cavalhadas ou fazerem-se festas semelhantes”.
Assim pelo menos já no século XVIII existia o Touril de Atouguia da Baleia e nele se faziam as festas de touros.

Alguns dos pontos de interesse da caminhada

• Paisagens naturais em redor da barragem de S. Domingos • Caminhos rurais • Fonte de Nossa Senhora da Conceição • Igreja de Nossa Senhora da Conceição • Igreja de S. José – séc. XVIII em estilo barroco (actual Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia) • Pelourinho • Touril • Igreja de S. Leonarado •

Localização

Ponto do Encontro

Parque de estacionamento junto ao Paredão da Barragem – Atouguia da Baleia
Rua da Barragem – Barragem de S. Domingos – Atouguia da Baleia

Latitude:  39°20’1.80″N
Longitude:  9°19’9.87″W

Hora do Encontro: 9h20m
Hora prevista para final: 14h

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Valor da Inscrição
6€ por pessoa

Nível +0
Dificuldade
0 km's
Distância
0 Horas
Duração

Circular
Circuito

Equipamento

Calçado e roupa adequada para caminhadas
Chapéu
Mínimo de 1,5l de água
Protector solar

Inclui:
Guia e acompanhamento
Seguro de acidentes pessoais

Observações: Só as inscrições efectuadas até às 16h30 do dia anterior à realização do evento permitem a activação do Seguro de Acidentes Pessoais

Termos e Condições

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