março, 2019

24mar9:2014:00Caminhando no Paul da Gouxa e Reserva do Cavalo do Sorraia9:20 - 14:00 Reserva Natural do Cavalo do Sorraia - AlpiarçaTipo de Evento:Caminhada,Visita Guiada

Hora

(Domingo) 9:20 - 14:00

Ponto de Encontro

Reserva Natural do Cavalo do Sorraia - Alpiarça

Detalhes do Evento

Descrição do Evento

Neste evento vamos caminhar numa zona onde não faltam motivos de interesse, como o demonstra facilmente a deslumbrante paisagem da Albufeira dos Patudos, da Vala Real de Alpiarça ou da Reserva do Cavalo do Sorraia. Este evento conta ainda em opção com um almoço no Restaurante “O Cavalo do Sorraia” e uma Visita à Casa José Relvas. Mais um evento a não perder!

Alpiarça (a origem do nome)

Alpiarça, em tempos, também se escreveu Alpiaça, é um topónimo a que geralmente se atribui origem árabe, está ligado ao rio que passa junto à povoação, o rio Alpiarça, Ribeira de Ulme ou Vala de Alpiarça.  Para alguns autores, nomeadamente José Pedro Machado, o topónimo Alpiarça está ligado à palavra portuguesa peaça, procedido do artigo arábico Al. Peaça provém de Peia, ou seja, embaraço, impedimento. Este nome terá surgido pela quantidade de algas que se juntavam a jusante do rio Alpiarça. Para Baptista de Lima, o nome da vila também tem origem em peaça, para este autor sendo este termo “correia que prende o boi à canga”, antecedido do vocábulo Al.

Albufeira dos Patudos:

Parte integrante do complexo dos Patudos, a Albufeira dos Patudos proporciona óptimas condições para a prática de desportos náuticos (canoagem, remo) e pesca desportivaRecebe, regularmente, provas do campeonato de triatlo, e concursos de pesca de nível competitivo e de lazer. Nos jardins que circundam a Albufeira, realizam-se frequentemente torneios de petanca, um jogo muito popular na Região, semelhante ao tradicional jogo da malhaÉ o local ideal para passar uns dias num ambiente puro, descontraído e em contacto privilegiado com a natureza..

Reserva Natural do Cavalo do Sorraia:

O Dr. Ruy d’Andrade descobriu os últimos sobreviventes desta subespécie em Portugal junto ao rio Sorraia, tendo-os batizado com este nome. Foi também ele o responsável pela preservação desta raça: salvou a subespécie juntando um pequeno grupo de cavalos Sorraias numa sua propriedade na zona do Rio Sorraia, permitindo-lhes que se multiplicassemOs seus estudos convenceram-no que o cavalo Sorraia não representa apenas uma raça mas também o que resta do cavalo primitivo e autóctone do sul da Península IbéricaAo manter estes cavalos em estado semi-selvagem, o Dr. Ruy d’Andrade não criou uma nova raça mas preservou o que restava desta subespécie. Em vez de os criar selectivamente, não os alimentou nem administrou quaisquer suplementos, deixando que a natureza fosse o factor determinante da sua seleção.

O Sorraia distingue-se pela sua capacidade de suportar climas extremos, particularmente os secos e quentes, sobrevivendo em zonas de pouco pasto sem por isso perder a saúde. A sua robustez, bem como a sua extraordinária flexibilidade vertical e lateral, refletida na grande habilidade e agilidade com que projectam os membros anteriores e trabalham os membros posteriores, permitiram que o Sorraia fosse o cavalo ideal para o trabalho de campo.

O Sorraia é um cavalo de pequena estatura medindo, em média, machos 1,48 e fêmeas 1,45 . Tem uma cabeça de longo perfil convexo, ou subconvexo, com os olhos posicionados bastante acima e as orelhas longas, mas não particularmente curvas. A sua pelagem é baia ourato, com uma máscara negra na cara, uma risca preta no dorso que liga as crinas à cauda (lista de mulo), orelhas também escurecidas, usualmente são riscados como as zebras nas pernas, antebraços e também por vezes na espádua. As crinas e a cauda são negras raiadas de uma cor mais clara, tipicamente o branco. O Sorraia não tem marcas brancas.

Estes cavalos têm sido usados ao longo destes anos como montadas de campo para os campinos e guarda florestais com a evolução dos tempos alguns foram treinados para o mais alto nível de dressage , outros engatados em competições de atrelagens, para passeio sequestres, introdução dos mesmos para aulas de equitação bem como Hipoterapia.

A Vala Real de Alpiarça:

A Vala Real é um património natural e paisagístico de elevada riqueza e diversidade. Este rio nasce a leste de Aranhas de Cima, passa em Aranhas de Baixo, Semideiro, Água de Prata, Casal Novo, Luzirão, Murta, Vale de Cavalos, Alpiarça, Almeirim, Casal Branco, entra na margem esquerda do rio Tejo. Tem cerca de 65 km.

Paul da Gouxa:

A região de Alpiarça e em concreto a zona do Paúl da Gouxa regista vivências do Paleolítico inferior e Médio. É o período mais antigo da nossa existência enquanto humanos e Alpiarça é uma das regiões mais antigas do país com desenvolvimento humano, com presença humana de há mais de 100 000 anos. O Paúl da Gouxa tem aproximadamente 11 mil anos de existência, e a área apresenta o maior salgueiral de Portugal e um dos poucos bosques paludosos de grande dimensão, que se conservam no Sul da Península Ibérica.

Até há 45 anos esta zona era de cultura de arroz e até há cerca de 20 anos, foi efetuada exploração de inerte que foi cancelada, para preservação ambiental.  Esta foi em tempos a zona mais poluída de Alpiarça porque era aqui a lixeira municipal até ser desativada dando lugar a um espaço ambiental de grande beleza natural.

O centro do Paúl é dominado por zonas de salgueiral arbustivo e áreas de caniçal e em seu redor existe uma floresta de montado de sobro. Toda esta área é bastante utilizada como local de lazer, sobretudo para a prática de caça e pesca, passeios de bicicleta ou a cavalo. As espécies animais existes no Paúl da Gouxa são as seguintes: 11 Espécies de peixes (entre eles perca-sol, pimpão, carpa, barbo, achigã e peixe-gato); 173 Espécies de aves (entre eles andorinha das barreiras, tartaranhão-caçador, abelharucos, rouxinóis, garças); 30 Espécies diferentes de mamíferos (entre eles morcegos, musaranhos, lontras); 14 Espécies de anfíbios; 17 espécies de répteis.

Alguns dos pontos de interesse deste evento

• Caminhada na zona de Alpiarça • Vala Real de Alpiarça • Igreja Paroquial de Alpiarça • Albufeira dos Patudos • Paul da Gouxa • Reserva Natural do Cavalo do Sorraia • Casa dos Patudos – Casa-Museu José Relvas • Paisagens naturais •

Localização

Ponto do Encontro

Reserva Natural do Cavalo do Sorraia

Latitude:  39°14’30.28″N
Longitude:  8°34’32.64″W
Reserva Natural do Cavalo do Sorraia – Alpiarça

Hora de Partida: 9h20
Hora prevista para o final: 14h (apenas caminhada) ou 17h (com almoço + visita guiada à Casa dos Patudos)

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Faça Já A Sua Inscrição

Valor da Inscrição
Caminhada: 6€
Caminhada + Almoço no Restaurante “O Cavalo do Sorraia”: 22€
Caminhada + Almoço no Restaurante “O Cavalo do Sorraia” + Visita Guiada à Casa dos Patudos: 25€

Nível 0
Dificuldade
0 km's
Distância
0 Horas
Duração

Circular
Circuito

Equipamento

Calçado e roupa adequada para caminhadas

Inclui:
Guia e acompanhamento
Seguro de acidentes pessoais
Seguro de responsabilidade civil

Observações: Só as inscrições efectuadas até às 16h30 do dia anterior à realização do evento permitem a activação do Seguro de Acidentes Pessoais.

Termos e Condições

Formulário de Inscrição

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